A Uniban (Universidade Bandeirante) decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda por "postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados" em anúncio veiculados nos jornais do domingo dia 08 de novembro (e que e já estão nas bancas hoje dia 07).
É o fim da picada. Uma mulher é acuada por uma horda de bárbaros (e bárbaras) que alegam, sem retroceder um milímetro no seu argumento, que tiveram essa atitude porque ela os provocou usando um vestido curto e que deixava parte de seu corpo a mostra de forma sensual. O tumulto está no vídeo abaixo:
Mesmo se Geisy estivesse completamente nua, não justificaria a ação absurda dos alunos. O que aconteceu foi um escândalo. Um retrocesso na luta das mulheres pelo seu direito de liberdade. Não é possível que nenhum professor da Uniban repudie publicamente essa atitude e a da universidade em nome de manterem seus empregos. Especial mente os professores de história. E eu explico porque...
É no curso de história que se deve aprender como foi a luta das mulheres ao longo dos tempos para se igualarem aos homens, terem os mesmo direitos de liberdade, de ir e vir. De se vestir. É no curso de história que aprendemos que as mulheres eram queimadas no tempo da inquisição pelo simples fatos de terem cabelos vermelhos. Milhares morreram nas fogueiras acusadas de serem bruxas.
É no curso de história que se aprende que as mulheres lutaram bravamente pelo direito ao voto, pelo direito de se candidatarem a cargos públicos, de serem aeromoças, de irem trabalhar fora de casa. É no curso de história que aprendemos que as escravas sensuais eram massacradas pelas suas "donas". São clássicos os episódios que Gilberto Freyre descreve os castigos sádicos que eram aplicados pelas brancas que não conseguiam exalar a mesma sensualidade que as negras conseguiam: tinham seus dentes destruídos com o salto dos sapatos. Tinham seus olhos arrancados e servidos como acompanhamento no momento do jantar. Eram emparedadas vivas.
Geysa Arruda está sofrendo exatamente o mesmo processo. "Puta", "vagabunda", "aproveitadora"? Não sei. O que tenho certeza é que nós que militamos na área de história não podemos nos calar. Se a situação da Uniban chegou onde chegou é porque centenas de professores de história falharam quando deram aulas para aquele bando de alunos em algum momento de suas vidas e não foi claro o suficiente ao demonstrar que absurdos com os que descrevi acima jamais poderiam acontecer novamente.
Sim historiadores. Temos uma parcela de culpa no cartório no caso Geysa da Uniban...
sábado, 7 de novembro de 2009
Parque do Carmo
O Parque do Carmo tem 1,5 milhão de metros quadrados. Fica no bairro de Itaquera, Zona Leste de São Paulo. E, apesar de não ser tão badalado quanto o Ibirapuera ou o Vila Lobos é, sem dúvida um dos lugares mais bonitos da cidade.
Além disso, esse parque é um lugar de memória. Na sua topografia e no seu desenho estão as marcas da história da cidade. Um dos erros mais comum quando se fala da história de São Paulo é pensar apenas no centro histórico, ignorando completamente outras áreas da cidade. Escolas e faculdades dos bairros não enxergam a possibilidade de um aprendizado mais rico tornando os alunos verdadeiros historiadores-arqueólogos que investiguem a história da cidade de do país a partir do "quintal" de sua casa.
Algumas fotos que fiz no último feriado estão aqui.

Reproduzo aqui o texto que está no site Preservação Ambiental:
Histórico do Parque do Carmo
Todo o município de São Paulo já foi coberto por algum tipo de vegetação, e a vegetação mais significativa, e que cobria a maior parte de nossa cidade, era a floresta de Mata Atlântica, mata esta, que recebe influência do Oceano Atlântico, daí vem seu nome.
Os primeiros ocupantes desta região foram três tribos indígenas, Itaquerús que originou o nome do bairro de Itaquera, Guaianás que originou o nome do bairro de guaianases e Caaguaçús, Com o decorrer do tempo vieram para esta região uma Ordem católica chamada de Ordem Terceira do Carmo Fluminense, que todos conheciam como Ordem dos Carmelitas. Eles tinham o intuito de catequizar os índios que aqui habitavam, e mostrar alguns de seus costumes, este choque cultural não aceito pelos índios teve o resultado de fuga destes para terras mais distantes.
Então, a Ordem Carmelita usufruiu bastante destas terras transformando-a em "Fazenda Caaguaçu" (para os índios este nome significava Mata Grande) no ano de 1722. (Caaguaçu era uma das tribos que habitaram esta região e mais recente o antigo nome da avenida principal do Carmo que hoje se chama Av. Afonso Sampaio e Souza).
A exploração agrícola e a criação de gado foram as principais atividades desenvolvidas na fazenda. Grande parte da área foi devastada para o plantio. A substituição da mata original pelos produtos agrícolas, modificou o ecossistema da região, destruindo o habitat dos animais.
Em 1919 a fazenda foi vendida para a Companhia Pastoril e Agrícola, de propriedade do Coronel Bento Pires, que deu continuidade a criação de gado e principalmente o plantio de café, que tinha sua produção facilmente escoada pelo aproveitamento da ferrovia que passava perto de sua fazenda, e que foi trazida até estas terras pelo engenheiro Artur AlvÍm.
Na década de 20, Bento Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da fazenda. Parte destas terras hoje é a Vila Carmosina e a Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se_chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.
Já na década de 40, houve no Brasil a revolução industrial, o que fez o café perder o valor, assim sendo, o Coronel Bento Pires resolveu vender parte de suas terras para um engenheiro de construção civil da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), o Sr. Oscar Americano de Caldas Filho; este por sua vez loteou e vendeu parte desta propriedade. Na época existiu até um slogan que dizia "Venham morar no Morumbi da Zona Leste", pois os lotes eram grandes, justamente no intuito de atrair pessoas da classe média e alta e assim, valorizar mais ainda o restante de suas terras. Essas terras loteadas fazem parte atualmente do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como Morumbizinho.
Oscar Americano também plantou algumas espécies de eucaliptos e pinheiro (pinnus) para fazer experiências no uso destas madeiras para confecção de dormentes, mas que as pesquisas mostraram que não eram propícias para este fim. Ele transformou o restante das terras em área de lazer particular para passar os finais de semana com a família, e começou a fazer algumas mudanças nestas terras.
Reformou e aumentou o tamanho do Casarão (hoje o CEA CARMO), onde ficou sendo a sede da fazenda e sua casa principal, ao lado direito da casa existe até hoje uma igueira, que na época tinha a valor de dar status para o ocupante daquela construção, e para mostrar que ali vivia o dono da fazenda; construi também uma casa ao lado da principal, que era usada pelos empregados da fazenda; fez a casa das crianças e babás (hoje sede da GCM), fez também a piscina da fazenda (hoje local de recepção de escolas e instituições para trabalhos no CEA CARMO), e construi a casa dos hóspedes (hoje sede da Administração do Parque) e um prédio redondo, que era um espaço de lazer e jogos,_e aproveitando a geografia da fazenda, represou o córrego principal e fez uma barragem, onde construiu um lago artificial que ele usava para práticas de esportes náuticos nos finais de semana. Hoje este lago é uma das principais atração do parque, com diversas espécies de peixes, cisnes, marrecos, gansos, aves migratórias e uma imensa diversidade de vida.
Oscar Americano faleceu em 1974 e anos depois; sem muito interesses por esta fazenda, seus herdeiros resolveram vendê-la. Uma parte ficou com a Prefeitura e outra (a maior) ficou com a COHAB.
A Prefeitura fez algumas benfeitorias nesta fazenda, aproveitando muitos equipamentos da época da fazenda, e construiu banheiros, playground, churrasqueiras, e áreas de descanso. O Parque do Carmo ,foi inaugurado em 19 de setembro de 1976, e conta hoje com uma área de pouco mais de 1,5 milhão de metros quadrados, tornandose o terceiro maior parque municipal da cidade de São Paulo'
Além disso, esse parque é um lugar de memória. Na sua topografia e no seu desenho estão as marcas da história da cidade. Um dos erros mais comum quando se fala da história de São Paulo é pensar apenas no centro histórico, ignorando completamente outras áreas da cidade. Escolas e faculdades dos bairros não enxergam a possibilidade de um aprendizado mais rico tornando os alunos verdadeiros historiadores-arqueólogos que investiguem a história da cidade de do país a partir do "quintal" de sua casa.
Algumas fotos que fiz no último feriado estão aqui.

Reproduzo aqui o texto que está no site Preservação Ambiental:
Histórico do Parque do Carmo
Todo o município de São Paulo já foi coberto por algum tipo de vegetação, e a vegetação mais significativa, e que cobria a maior parte de nossa cidade, era a floresta de Mata Atlântica, mata esta, que recebe influência do Oceano Atlântico, daí vem seu nome.
Os primeiros ocupantes desta região foram três tribos indígenas, Itaquerús que originou o nome do bairro de Itaquera, Guaianás que originou o nome do bairro de guaianases e Caaguaçús, Com o decorrer do tempo vieram para esta região uma Ordem católica chamada de Ordem Terceira do Carmo Fluminense, que todos conheciam como Ordem dos Carmelitas. Eles tinham o intuito de catequizar os índios que aqui habitavam, e mostrar alguns de seus costumes, este choque cultural não aceito pelos índios teve o resultado de fuga destes para terras mais distantes.
Então, a Ordem Carmelita usufruiu bastante destas terras transformando-a em "Fazenda Caaguaçu" (para os índios este nome significava Mata Grande) no ano de 1722. (Caaguaçu era uma das tribos que habitaram esta região e mais recente o antigo nome da avenida principal do Carmo que hoje se chama Av. Afonso Sampaio e Souza).
A exploração agrícola e a criação de gado foram as principais atividades desenvolvidas na fazenda. Grande parte da área foi devastada para o plantio. A substituição da mata original pelos produtos agrícolas, modificou o ecossistema da região, destruindo o habitat dos animais.
Em 1919 a fazenda foi vendida para a Companhia Pastoril e Agrícola, de propriedade do Coronel Bento Pires, que deu continuidade a criação de gado e principalmente o plantio de café, que tinha sua produção facilmente escoada pelo aproveitamento da ferrovia que passava perto de sua fazenda, e que foi trazida até estas terras pelo engenheiro Artur AlvÍm.
Na década de 20, Bento Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da fazenda. Parte destas terras hoje é a Vila Carmosina e a Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se_chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.
Já na década de 40, houve no Brasil a revolução industrial, o que fez o café perder o valor, assim sendo, o Coronel Bento Pires resolveu vender parte de suas terras para um engenheiro de construção civil da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), o Sr. Oscar Americano de Caldas Filho; este por sua vez loteou e vendeu parte desta propriedade. Na época existiu até um slogan que dizia "Venham morar no Morumbi da Zona Leste", pois os lotes eram grandes, justamente no intuito de atrair pessoas da classe média e alta e assim, valorizar mais ainda o restante de suas terras. Essas terras loteadas fazem parte atualmente do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como Morumbizinho.
Oscar Americano também plantou algumas espécies de eucaliptos e pinheiro (pinnus) para fazer experiências no uso destas madeiras para confecção de dormentes, mas que as pesquisas mostraram que não eram propícias para este fim. Ele transformou o restante das terras em área de lazer particular para passar os finais de semana com a família, e começou a fazer algumas mudanças nestas terras.
Reformou e aumentou o tamanho do Casarão (hoje o CEA CARMO), onde ficou sendo a sede da fazenda e sua casa principal, ao lado direito da casa existe até hoje uma igueira, que na época tinha a valor de dar status para o ocupante daquela construção, e para mostrar que ali vivia o dono da fazenda; construi também uma casa ao lado da principal, que era usada pelos empregados da fazenda; fez a casa das crianças e babás (hoje sede da GCM), fez também a piscina da fazenda (hoje local de recepção de escolas e instituições para trabalhos no CEA CARMO), e construi a casa dos hóspedes (hoje sede da Administração do Parque) e um prédio redondo, que era um espaço de lazer e jogos,_e aproveitando a geografia da fazenda, represou o córrego principal e fez uma barragem, onde construiu um lago artificial que ele usava para práticas de esportes náuticos nos finais de semana. Hoje este lago é uma das principais atração do parque, com diversas espécies de peixes, cisnes, marrecos, gansos, aves migratórias e uma imensa diversidade de vida.
Oscar Americano faleceu em 1974 e anos depois; sem muito interesses por esta fazenda, seus herdeiros resolveram vendê-la. Uma parte ficou com a Prefeitura e outra (a maior) ficou com a COHAB.
A Prefeitura fez algumas benfeitorias nesta fazenda, aproveitando muitos equipamentos da época da fazenda, e construiu banheiros, playground, churrasqueiras, e áreas de descanso. O Parque do Carmo ,foi inaugurado em 19 de setembro de 1976, e conta hoje com uma área de pouco mais de 1,5 milhão de metros quadrados, tornandose o terceiro maior parque municipal da cidade de São Paulo'
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sábado, 24 de outubro de 2009
"A Calçada da Lama"
Qual a diferença entre o espaço público e o privado? Rua tem dono? Quem pode interferir no passeio público?
Todas essas questões podem ser resumidas no vídeo "A Calçada da Lama" produzido pelo movimento de moradores do bairro de Santa Cecília que são contra a construção de uma calçada da fama em frente ao "complexo de entretenimento" da empresária Lilian Gonçalves.
Por mais abusrdo que possa parecer, esse ato criminoso contra o espaço público teve o aval do digníssimo vereador Paulo Frange e a aprovação do alcaíde Gilberto Kassab.
Aliás, ao conhecer a biografia do grande vereador Paulo Frange, dá para entender a lógica da aprovação de um abusrdo desses pela caneta de quem realmente tem uma ligação com a questão urbana (tirado de seu website):
"Mineiro de Uberaba, PAULO FRANGE é médico cardiologista há 30 anos e vereador na cidade de São Paulo desde 1996, no seu 4º mandato.
Formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, chegou a São Paulo em 1975, para cursar Pós-Graduação em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese, especializando-se em Cardiologia e em Terapia Intensiva.
Por 15 anos foi Diretor Clínico do Hospital São Camilo de Santana, o maior complexo de saúde da Zona Norte.
Como vereador, há 12 anos na Câmara Municipal de São Paulo, está à frente de importantes conquistas para o Município, tendo elaborado 243 projetos de lei, 30 decretos legislativos aprovados e 51 leis municipais aprovadas.
É autor da lei que institui o “Programa de Atendimento Integral e Humanizado às Mulheres em Climatério”, que beneficiará cerca de 600 mil mulheres no Município de São Paulo, bem como a Lei que obriga a realização de exames de Catarata e Glaucoma Congênito em todos os recém-nascidos nas maternidades da Rede Pública Municipal de Saúde, prevenindo precocemente a cegueira infantil."
Ou seja, como as questões de saúde estão completamente resolvidas em nossa cidade, o digníssimo resolveu que era legítimo o pedido da sra. Lilian Ramos. Aproveite e mande um e-mail para: vereador@paulofrange.com.br e o parabenize pelo grande serviço prestado a cidade de São Paulo.
Todas essas questões podem ser resumidas no vídeo "A Calçada da Lama" produzido pelo movimento de moradores do bairro de Santa Cecília que são contra a construção de uma calçada da fama em frente ao "complexo de entretenimento" da empresária Lilian Gonçalves.
Por mais abusrdo que possa parecer, esse ato criminoso contra o espaço público teve o aval do digníssimo vereador Paulo Frange e a aprovação do alcaíde Gilberto Kassab.
Aliás, ao conhecer a biografia do grande vereador Paulo Frange, dá para entender a lógica da aprovação de um abusrdo desses pela caneta de quem realmente tem uma ligação com a questão urbana (tirado de seu website):
"Mineiro de Uberaba, PAULO FRANGE é médico cardiologista há 30 anos e vereador na cidade de São Paulo desde 1996, no seu 4º mandato.
Formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, chegou a São Paulo em 1975, para cursar Pós-Graduação em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese, especializando-se em Cardiologia e em Terapia Intensiva.
Por 15 anos foi Diretor Clínico do Hospital São Camilo de Santana, o maior complexo de saúde da Zona Norte.
Como vereador, há 12 anos na Câmara Municipal de São Paulo, está à frente de importantes conquistas para o Município, tendo elaborado 243 projetos de lei, 30 decretos legislativos aprovados e 51 leis municipais aprovadas.
É autor da lei que institui o “Programa de Atendimento Integral e Humanizado às Mulheres em Climatério”, que beneficiará cerca de 600 mil mulheres no Município de São Paulo, bem como a Lei que obriga a realização de exames de Catarata e Glaucoma Congênito em todos os recém-nascidos nas maternidades da Rede Pública Municipal de Saúde, prevenindo precocemente a cegueira infantil."
Ou seja, como as questões de saúde estão completamente resolvidas em nossa cidade, o digníssimo resolveu que era legítimo o pedido da sra. Lilian Ramos. Aproveite e mande um e-mail para: vereador@paulofrange.com.br e o parabenize pelo grande serviço prestado a cidade de São Paulo.
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sábado, 17 de outubro de 2009
Visita ao Centro com alunos do ISE - Vera Cruz (São Bento - Anhangabaú)
Hoje eu acompanhei o professor Antônio Primo (Nico)em um trabalho com alunos de Pedagia do ISE - Vera Cruz no centro de São Paulo. A idéia era comparar São Paulo em dois momentos: fim do século XIX e início do século XX com a paisagem atual.
Esse trabalho de comparação é sempre muito impactante porque, de posse de fotos, os alunos olham para o mesmo lugar que está completamente diferente. Mesmo olhando para as imagens é praticamente impossível perceber, por exemplo, como era a entrada da rua São Bento durante a contrução do edifício Martinelli.
É interessante observar também a reação das pessoas a cidade onde elas vivem. Mesmo os prédios estando no mesmo lugar a anos, alguns alunos comentaram comigo nunca terem reparado nos detalhes. Isso é muito comum. Vivemos correndo nessa cidade. Logo, não conseguimos ver a beleza do conjunto de casas que joe servem como lojas de comércio na rua Florêncio de Abreu, ou a perfeição da reta da rua que leva até o largo de São Francisco.
A visita valeu muito a pena. Já passei milhares de vezes pelo mesmo lugar, mas para mim é sempre como se fosse a primeira vez. Ainda mais porque nesse grupo alguns alunos foram contribuindo com informações basesadas em suas memórias.
Aqui, as fotos que tirei durante a visita:
Esse trabalho de comparação é sempre muito impactante porque, de posse de fotos, os alunos olham para o mesmo lugar que está completamente diferente. Mesmo olhando para as imagens é praticamente impossível perceber, por exemplo, como era a entrada da rua São Bento durante a contrução do edifício Martinelli.
É interessante observar também a reação das pessoas a cidade onde elas vivem. Mesmo os prédios estando no mesmo lugar a anos, alguns alunos comentaram comigo nunca terem reparado nos detalhes. Isso é muito comum. Vivemos correndo nessa cidade. Logo, não conseguimos ver a beleza do conjunto de casas que joe servem como lojas de comércio na rua Florêncio de Abreu, ou a perfeição da reta da rua que leva até o largo de São Francisco.
A visita valeu muito a pena. Já passei milhares de vezes pelo mesmo lugar, mas para mim é sempre como se fosse a primeira vez. Ainda mais porque nesse grupo alguns alunos foram contribuindo com informações basesadas em suas memórias.
Aqui, as fotos que tirei durante a visita:
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