terça-feira, 13 de abril de 2010

Ethevaldo Siqueira me citou...

Ethevaldo Siqueira é um dos colunistas mais antigos a pensar e discutir as questões das novas tecnologia na imprensa brasileira. Ele esteve no Prêmio Conexão Cultura. Não sabia que ele tinha me citado (assim como os outros 11 finalistas) no blog dele no Estadão. Descobri agora e reproduzo aqui o post.

Obrigado Sr. Ethevaldo Siqueira.

http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/tag/conexao-cultura/

Brasil tem 108 mil lan houses
2 de abril de 2010 | 22h39
Ethevaldo Siqueira

Você sabia, leitor, que existem no Brasil 108 mil lan-houses? Eu não supunha que fossem tantas nem que elas fossem tão úteis e importantes para alguns milhões de usuários de baixa renda, típicos das classes D e E. Aliás, aprendi muito nos últimos dias sobre o papel e a importância desses centros privados e públicos de acesso à internet, por ter acompanhado de perto o Prêmio Conexão Cultura, promovido pela Fundação Padre Anchieta, na TV Cultura de São Paulo. Fui um dos jurados daquele concurso magnífico.

Meu contato com os 12 finalistas teve o efeito de uma injeção de entusiasmo e confiança no povo brasileiro. Os quatro vencedores foram: Celso Cerqueira Lima, da categoria Melhores Práticas de Gestão – Centro de Acesso Privado; Antônio Wagner Araújo, na categoria Melhores Práticas de Gestão – Centro de Acesso Público; Sandra Regina Morais, na categoria Minha História, Centro de Acesso Privado; e Robson Silva, Minha História, Centro de Acesso Público. Os demais finalistas foram: Roxane Souza, Carla Gomes do Nascimento, Mariza Souza Lopes, Cristina da Rosa Nascimento, Edgar Batista Neto, Luciene Fontes, Marcelo de Paula Carvalho, e Willamy Galvão da Silva.

Esses 12 finalistas mostraram seu trabalho, o impacto na comunidade, o conjunto de serviços que prestam, seus desafios, as incompreensões de tanta gente que acha que as lan-houses são lugares de futilidade, de simples acessos a sites pornográficos, de joguinhos ou de reunião de delinquentes. É claro que, por exceção, ocorrem fatos dessa natureza. Mas o saldo positivo é imenso.

Os 108 mil centros de acesso público e privado do País deveriam merecer maior atenção do governo e das operadoras de telecomunicações. Imagine que, no Estado do Rio de Janeiro, foi votada uma lei que proibia a instalação de lan-houses a menos de 500 metros de escolas de primeiro e segundo graus. Por esse critério, só sobrariam dois locais para os centros de acesso privado: no meio da Ponte Rio-Niterói e numa ponta do aeroporto internacional. E, por sua vez, os centros de acesso públicos mantidos por governos estaduais, municipais e pelo governo federal devem ser ainda mais estimulados.

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