Depoimento emocionante e tocante de Carina Lucindo, moradora da Vila Mariana e colega de PreservaSP, que está prestes a ver toda a memória e parte do bairro onde vive ser distruído pela roda-viva dos interesses financeiros imobiliários.
Conheça o trabalho da Carina em:
www.bardisa.com.br
www.whatsyourtree.org
www.ecozoicstudies.org
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Ameaça ao patrimônio histórico e ambiental na Vila Mariana
Caros,
Sou moradora da Vila Mariana e há cerca de dois meses, eu e meus vizinhos começamos a ser assediados por representantes de uma construtora, que nos abordou em nossos lares dizendo que precisávamos vender as nossas casas para que fosse construído um empreendimento imobiliário. A pessoa dizia para cada vizinho abordado que os demais já haviam vendido seus imóveis, e assim a construção do tal prédio já era certa.
Aqueles entre nós que pagam aluguel correm o risco de serem tirados dos nossos lares sem nenhuma outra escolha, tendo que deixar nossos quintais, com nossas árvores, plantas e pássaros, dos quais nossa cidade é tão carente, para serem destruídos e substituídos por mais concreto – o que já existe em excesso por aqui.
Hoje, enquanto preparava a terra da minha pequena horta no fundo do quintal para receber pés de almeirão, couve e alface, ouvindo o sabiá que cantava nos galhos da árvore do quintal vizinho, imaginei que tudo isso pode deixar de existir em pouco tempo. Sentei e chorei – não é possível que não haja nada que nós, cidadãos, possamos fazer para proteger essas árvores e os periquitos, sabiás, bem-te-vis, borboletas e abelhas que vivem, se alimentam e criam suas famílias nesses galhos e folhas.
O curioso é que, aparentemente, a lei está do nosso lado. O Plano Diretor Estratégico, Lei nº 13.430 do Município de São Paulo, prevê que a Vila Mariana encontra-se em uma área em que "objetiva-se alcançar transformações urbanísticas para controlar a expansão de novas edificações e a saturação da infra-estrutura existente, por meio de:
I – controle do processo de adensamento construtivo e de saturação viária, por meio da contenção do atual padrão de verticalização, da revisão de usos geradores de tráfego;
II – preservação e proteção das áreas estritamente residenciais e das áreas verdes significativas" (…)
Mesmo assim, recentemente um terreno próximo foi ocupado por um prédio de proporções exageradas onde antes havia o Casarão do Livorno, um palácio em estilo florentino do início do século XX. E muitas outras casas e quintais já foram destruídos para a construção de mais prédios.
A ânsia de fazer dinheiro não poupa nada, nem o patrimônio histórico, nem a fauna e a flora – e também não se preocupa com o planejamento da região, especialmente com o aumento do tráfego e da poluição em uma área já bastante prejudicada pelo trânsito pesado de carros e ônibus.
Numa cidade como São Paulo, em que cada vez mais o asfalto e o concreto tomam o espaço do verde, cada pedacinho de terra que permite o escoamento da água das chuvas e de onde brotam árvores que oferecem abrigo e alimento para as aves que conseguem sobreviver na cidade deve ser defendido com unhas e dentes contra a especulação imobiliária e a ganância das construtoras.
Por estarmos próximos ao Parque da Aclimação, nossos quintais funcionam como um verdadeiro corredor verde para as aves que vão até o parque – podemos avistar em nossos quintais periquitos-ricos (um dos candidatos a animal símbolo da cidade), sabiás-laranjeira (ave nacional do Brasil), bem-te-vis, chupins, maracanãs, almas-de-gato, gaviões, pardais, rolinhas, além de diversas espécies de borboletas e outras espécies polinizadoras.
Além de ampliar a permeabilidade do solo, os quintais são importantes por conter árvores frutíferas, que além de alimentar as aves, aumentam a umidade e melhoram a qualidade do ar. Além disso, muitas das casas nesta vizinhança são antigas e representativas do estilo arquitetônico da década de 50.
Nós, moradores das ruas Carlos Petit, Gregório Serrão e Joaquim Távora, lutaremos para defender nossos quintais, nossas árvores e as aves que precisam delas para sobreviver nesta cidade de concreto! E pedimos a ajuda e as sugestões de vocês para que o poder público e as comunidades reconheçam a importância desses e outros quintais para a qualidade de vida nas cidades.
Assine o abaixo-assinado pela não verticalização da região, pelo cumprimento das determinações do Plano Diretor e em defesa dos quintais e das vidas que dependem deles, e divulgue para os seus amigos. Obrigada!
Um abraço!
Carina Lucindo
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domingo, 19 de setembro de 2010
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Palacete Santa Helena

Inspirado pelo post do blog do Mílton Jung da CBN, que por sua vez foi baseado em uma discussão da lista do pessoal do Preserva SP, reproduzo abaixo reportagem da Folha do ano de 2003 sobre o Palacete Santa Helena.
Na tarde de 23 de outubro de 1971, o operário paulistano perdeu a referência; a arte proletária, o teto; a cidade, simbolicamente, uma vocação econômica. Depois de 117 dias de marretadas, o Palacete Santa Helena virou pó.
Inaugurado 46 anos antes, o imponente prédio era o símbolo de uma São Paulo que deixava de ser colonial e passava por um processo de industrialização.
Marco do processo de verticalização urbana, o Santa Helena foi durante anos a principal silhueta do centro --a despeito da famosa catedral na mesma praça da Sé.
O conjunto, com cinco blocos e sete andares, comportava duas sobrelojas, dois cinemas, quatro lojas e 276 salas multiuso. De arquitetura eclética com influência do art déco, sua decoração interna era refinada, com mármores.
Apesar de ter sido construído pela e para a elite paulistana, a localização central o transformou no ponto de encontro dos operários, que vinham dos bairros mais pobres, como o Brás e a Mooca.
Ao lado dos finos salões, cafés, cinemas e do teatro, eles fundaram as sedes de seus sindicatos.
Assim, a Sé, já na virada dos anos 30, tinha se tornado um mercado do emprego. Quem quisesse um marceneiro ou um metalúrgico sabia onde procurar.
A partir de 1935, a sala 231 foi convertida em ateliê, e o palacete abrigou um dos movimentos mais significativos da história das artes plásticas de São Paulo.
A iniciativa partiu do filho de espanhóis Francisco Rebolo Gonsales, ex-jogador de futebol e pintor de paredes, que viria a se tornar um dos mais reconhecidos artistas do Brasil (é dele o desenho do atual distintivo do Corinthians).
A ele se uniu, entre outros oito pioneiros, o também pintor de paredes Alfredo Volpi. Surgia o Grupo Santa Helena. Os "artistas proletários", nas palavras do escritor modernista Mário de Andrade. Da janela, eles avistavam a dinâmica do centro e encontravam inspiração para retratar em suas telas a vida operária.
"A novidade era a aproximação com uma linguagem da modernidade, com um olhar para o social", conta Lisbeth, filha de Rebolo. O grupo, diz, tinha um relação quase umbilical com o edifício.
O cordão, no entanto, foi cortado à medida em que São Paulo confirmou sua vocação de pólo de serviços e exilou as fábricas para cidades vizinhas --longe dos problemas urbanos do centro e favorecido por benefícios fiscais, o setor industrial rumava ao ABC.
O Santa Helena ruiu pelo abandono e cedeu ante o "progresso". Foi destruído para que se construísse a estação central do Metrô.
Hoje, as cerca de 640 mil pessoas que passam diariamente pela estação não encontram nenhum vestígio do antigo palacete.
O número de paulistanos à procura de emprego supera os 2 milhões, menos do que o 1,5 milhão de vagas que uma indústria zumbi ainda oferece na cidade. Mas a praça que um dia oferecia mão-de-obra parece mais vazia.
"Foi uma infelicidade. Não só seria possível manter o Santa Helena, como resgatar seu papel", afirma Wilson Ribeiro dos Santos Júnior, do Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural do município.
Já para Sérgio Salvadori, atual diretor de engenharia do Metrô, a demolição foi inevitável. "Uma estação do tamanho da da Sé não caberia ali." E completa: "Naquela época não havia cultura de preservação. Era o sai da frente que queremos construir outro país".
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
História do Ipiranga
Reportagem da tv Gazeta contando a história do bairro do Ipiranga.
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O Itaim tupi do Bibi (parte 1)
autor: Helcias B. de Pádua
Entre os feriados emendados de 15 à 20 de novembro, duas datas lembradas e uma quase que esquecida, a de 19 de novembro, Dia da Bandeira que não foi feriado, olhei as páginas do Guia de São Paulo e acessei o site Guia Mais.
A curiosidade era saber quais palavras indígenas nomeiam o nosso bairro do Itaim Bibi. Encontrei várias e incríveis toponímias.
Tais nomes se deve, em muito, ao interesse que os parentes do José Vieira Couto de Magalhães tiveram de perpetua-lo, procurando relacionar e lembrar o grande trabalho do seu patrono, um sertanista, um político e escritor de inúmeras obras como: “Anchieta e as Linguas Indígenas”, “Viagens ao Araguaia”, “Os Guaianases, “Revolta de Felipe dos Santos em 1720” e o “Selvagem”.
Eu, na procura do significado dessas toponímias, dos porques das nomeações e das possíveis situações geográficas das mesmas, escolhi cinco (5) delas. São: Urimonduba; Itacema, Anacetaba; Tapinas e Igarapava.
E olhem que interessante... (ainda não completei a pesquisa)
URIMONDUBA (tupi), significando "como fazer canoa", é uma pequena via ligando a av. 9 de Julho, (aonde existia um córrego, o Iguatemi), com a rua Itacema; fica entre a rua Romilda Margarida Gabriel, (quem seria essa Romilda?) e a rua Japão, (o Japão sendo citado como nome de rua itahyense?); *Uri = pequeno, criança; uriunduba = árvore (aroeira); ubá = canoa de um só tronco ou da casca; a palavra indica que naquela local, provavelmente, os nativos construíam ou ensinavam aos mais jovens como construir suas canoas, verdadeira escola.
* Antigos moradores do bairro como por exemplo a A Da. Guiomar Schilaro, narradora oficial da AGMIB, dizem que:" ... o nome Iguatemi foi dado a rua (ex-estrada da Boiada), porque atravessava o córrego que vinha do Anhangabaú; por perto existia uma ponte e também um grande buraco; Iguatemi significa "água grande escondida". Iguatemi também indica: local, rio ou lagoa de água muito verde, escura, profunda, um sumidouro, impedindo de se ver o fundo do leito, (as pedras).
ITACEMA (tupi) = sem pedra; esta rua é quase paralela à av. 9 de Julho, do córrego Iguatemi; vai da Av. São Gabriel à Dr. Renato Paes de Barros.
ANACETABA ou Anacetuba (tupi): anace (parente) + taba (conjunto de casas - oca = casa, cercado, lugar, terra); - Anacetaba = casa do parente; ou Anacetuba = canoa do parente (anace = parente + tuba = muito ou uba = canoa); via mais ou menos paralela à av. 9 de Julho, ligando a rua Tapinas com a rua Bandeira Paulista/Itaim Bibui; ali moravam os possuidores de canoa que as emprestavam aos parentes, (será?).
TAPINAS (tupi) = gente magra; rua que vai da av. 9 de Julho à Pedroso de Alvarenga/Itaim Bibi; distrito no município de Itápolis/SP.
IGARAPAVA (tupi, tupi-guarani) = local de muita água, porto aonde se deixava a canoa; travessa sem saída, na rua Paes de Araújo, entre a rua Pedroso Alvarenga com a Tabapuã/Itaim Bibi; município no estado de São Paulo.
(*) o artista MAZZAROPI residiu por muitos anos em um belo sobrado da rua Paes de Araújo, entre as ruas Igarapava e Pedroso Alvarenga.
Entre os feriados emendados de 15 à 20 de novembro, duas datas lembradas e uma quase que esquecida, a de 19 de novembro, Dia da Bandeira que não foi feriado, olhei as páginas do Guia de São Paulo e acessei o site Guia Mais.
A curiosidade era saber quais palavras indígenas nomeiam o nosso bairro do Itaim Bibi. Encontrei várias e incríveis toponímias.
Tais nomes se deve, em muito, ao interesse que os parentes do José Vieira Couto de Magalhães tiveram de perpetua-lo, procurando relacionar e lembrar o grande trabalho do seu patrono, um sertanista, um político e escritor de inúmeras obras como: “Anchieta e as Linguas Indígenas”, “Viagens ao Araguaia”, “Os Guaianases, “Revolta de Felipe dos Santos em 1720” e o “Selvagem”.
Eu, na procura do significado dessas toponímias, dos porques das nomeações e das possíveis situações geográficas das mesmas, escolhi cinco (5) delas. São: Urimonduba; Itacema, Anacetaba; Tapinas e Igarapava.
E olhem que interessante... (ainda não completei a pesquisa)
URIMONDUBA (tupi), significando "como fazer canoa", é uma pequena via ligando a av. 9 de Julho, (aonde existia um córrego, o Iguatemi), com a rua Itacema; fica entre a rua Romilda Margarida Gabriel, (quem seria essa Romilda?) e a rua Japão, (o Japão sendo citado como nome de rua itahyense?); *Uri = pequeno, criança; uriunduba = árvore (aroeira); ubá = canoa de um só tronco ou da casca; a palavra indica que naquela local, provavelmente, os nativos construíam ou ensinavam aos mais jovens como construir suas canoas, verdadeira escola.
* Antigos moradores do bairro como por exemplo a A Da. Guiomar Schilaro, narradora oficial da AGMIB, dizem que:" ... o nome Iguatemi foi dado a rua (ex-estrada da Boiada), porque atravessava o córrego que vinha do Anhangabaú; por perto existia uma ponte e também um grande buraco; Iguatemi significa "água grande escondida". Iguatemi também indica: local, rio ou lagoa de água muito verde, escura, profunda, um sumidouro, impedindo de se ver o fundo do leito, (as pedras).
ITACEMA (tupi) = sem pedra; esta rua é quase paralela à av. 9 de Julho, do córrego Iguatemi; vai da Av. São Gabriel à Dr. Renato Paes de Barros.
ANACETABA ou Anacetuba (tupi): anace (parente) + taba (conjunto de casas - oca = casa, cercado, lugar, terra); - Anacetaba = casa do parente; ou Anacetuba = canoa do parente (anace = parente + tuba = muito ou uba = canoa); via mais ou menos paralela à av. 9 de Julho, ligando a rua Tapinas com a rua Bandeira Paulista/Itaim Bibui; ali moravam os possuidores de canoa que as emprestavam aos parentes, (será?).
TAPINAS (tupi) = gente magra; rua que vai da av. 9 de Julho à Pedroso de Alvarenga/Itaim Bibi; distrito no município de Itápolis/SP.
IGARAPAVA (tupi, tupi-guarani) = local de muita água, porto aonde se deixava a canoa; travessa sem saída, na rua Paes de Araújo, entre a rua Pedroso Alvarenga com a Tabapuã/Itaim Bibi; município no estado de São Paulo.
(*) o artista MAZZAROPI residiu por muitos anos em um belo sobrado da rua Paes de Araújo, entre as ruas Igarapava e Pedroso Alvarenga.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Porque Luz?

Mosteiro Imaculada Conceição da Luz e Museu de Arte Sacra
Porque o bairro da Luz tem esse nome? Teria sido esse local o primeiro a receber iluminação pública? Era esse o bairro mais iluminado no fim do século XIX? Nada disso. o nome do bairro tem a ver com algo muito escuro, mas que dava muita luminosidade.
Antes de ter esse nome, a região que hoje é conmhecida de todos como Luz, chamava-se Guaré. E não se tratava de nenhum refrigerante da época, ja que a bebida nem existia em sonhos, já que a região recebeu esse nome em meados do século XVI.
Toda a região que ficava na maior parte das várzeas do rio Tamanduateí era conhecido por Guaré. Todo mundo falava em Guaré. Esse era o nome pelo qual toda pessoa que vivia em São Paulo conhecia a região onde vivam muitos animais soltos e onde havia também um córrego com o mesmo nome. Não era muito longe do Pátio do Colégio, então o principal núcleo habitado da cidade. O hoje Largo de São Bento, conhecido pelo famoso mosteiro que recentemente abrigou o papa também fazia parte da região chamada Guaré. Consta que Tibiriça, o índio mais poderoso da região vivia por ali.
Quem hoje vai até a rua Florêncio de Abreu comprar ferramentas e fechar os olhos, pode, com a ajuda da imaginação, ver como era o principal caminho que levava a essa região.
Domingo Luís, conhecido como ''o carvoeiro'' por trabalhar na produção de carvão (combustível que tem a ver com iluminação e aquecimento), construiu uma capelinha numa região do Guaré chamada Ireripiranga, e que por devoção do pessoal que trabalhava com ele, foi dedicada a Nossa Senhora da Luz.
No início do século XVII, ''o carvoeiro'' decide transferir a capela para uma região mais ampla, a caminho do sertão e do Rio Tietê, mas ainda no Guaré. A nova construção, apesar de rústica, era mais cuidada e começava a atrair mais visitantes, devotos e a se tornar referência geográfica para os viajantes.
Com o passar do tempo, o nome foi abreviado para Luz até para situar o lugar e o diferenciar de outras áreas mais ou menos contíguas, que com o tempo se transformaram em bairros, como Santa Efigênia, Bom Retiro e Barra Funda. E assim, em homenagem a santa de devoção dos carvoeiros, Nossa Senhora da Luz, o bairro é até hoje conhecido como Luz.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Estudo sobre o Itaim Bibi
Título: Itaim Bibi, aonde o pedregulho rola no fundo do rio
autor: Helcias Bernardo de Pádua
Eu que não sei saber tudo
Vivo procurando o saber
Curiosidade, teimosia, desconfiança, juro que não sei.
Não sei por exemplo o porque do nome do meu bairro
Vejamos, são duas palavrinhas: Itaim Bibi
Em tupi,...
bibi = vai e vem (bis, continua, constante)
ita = pedra
i = diminuitivo
itaim = pedregulho, aquele rolado pelo rio
ita + i ; bibi = pedrinha rolada pelo rio; num constante vai vem -
* em inglês: rolling stones = pedra rolante
ou ainda:
BIBI - hipocorístico de Bibiana (o) - ou seja, um tratamento mais íntimo, suavizado, atenuado de palavras ou nomes próprios: como Bibiana,
* variação de Viviana (latim) significando vida, com vida.
Sigo no estudo, trabalho de toponímia, ou seja, dos nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução, considerada uma parte da lingüística, com fortes ligações com a história, arqueologia e a geografia
Só sei que não sei nada
Também não espero saber tudo
Vou descobrindo, trilhando o caminho,
percorrendo nos arquivos
Afinal o Itaim Bibi foi e sempre será um caminho a ser percorrido
Mas que seja a trilha dos índios, dos jesuítas, dos aliados, dos quilombolas, dos tropeiros, dos bandeirantes, dos Couto de Magalhães, dos estranhos emigrantes, dos bixiguenses, dos metodistas, dos carmelitas, dos chacareiros, artesãos, leiteiros, romeiros, comerciantes, pequenos e grandes empresários.
autor: Helcias Bernardo de Pádua
Eu que não sei saber tudo
Vivo procurando o saber
Curiosidade, teimosia, desconfiança, juro que não sei.
Não sei por exemplo o porque do nome do meu bairro
Vejamos, são duas palavrinhas: Itaim Bibi
Em tupi,...
bibi = vai e vem (bis, continua, constante)
ita = pedra
i = diminuitivo
itaim = pedregulho, aquele rolado pelo rio
ita + i ; bibi = pedrinha rolada pelo rio; num constante vai vem -
* em inglês: rolling stones = pedra rolante
ou ainda:
BIBI - hipocorístico de Bibiana (o) - ou seja, um tratamento mais íntimo, suavizado, atenuado de palavras ou nomes próprios: como Bibiana,
* variação de Viviana (latim) significando vida, com vida.
Sigo no estudo, trabalho de toponímia, ou seja, dos nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução, considerada uma parte da lingüística, com fortes ligações com a história, arqueologia e a geografia
Só sei que não sei nada
Também não espero saber tudo
Vou descobrindo, trilhando o caminho,
percorrendo nos arquivos
Afinal o Itaim Bibi foi e sempre será um caminho a ser percorrido
Mas que seja a trilha dos índios, dos jesuítas, dos aliados, dos quilombolas, dos tropeiros, dos bandeirantes, dos Couto de Magalhães, dos estranhos emigrantes, dos bixiguenses, dos metodistas, dos carmelitas, dos chacareiros, artesãos, leiteiros, romeiros, comerciantes, pequenos e grandes empresários.
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